Isabella Saes

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, 6, janeiro, 2011

Humor Vermelhinho

Aqui vai o recado da editora Bárbara Cassará, da “Usina de Letras”.

A inspiradíssima Janda Montenegro teve uma ideia ótima e nós topamos fazer:

Que tal um Humor Vermelhinho?

Humor Vermelho destinado a crianças?
Histórias adequadas com o objetivo de arrancar gargalhadas dos pequenos!

Queremos histórias simples e engraçadas que façam com que os pimpolhos e seus pais dêem muitas risadas.

O livro vai ser menor em formato, as histórias terão até 1500 caracteres e obviamente estão vetados os palavrões, palavras de baixo calão ou de conotação sexual.
Vamos selecionar 20 histórias.

Prazo de entrega para seleção: 20 de fevereiro de 2011.
Vamos ver se a gente consegue lançar isso dia 1° de abril, dia da mentira!

Vamos usar fotos divertidas de quando os autores eram crianças.
As mini-bios devem ter até 300 caracteres com espaço falando da inspiração da história e outras bobeirinhas atraentes às crianças (sabor de sorvete favorito, herói infantil, etc).

Dona Janda vai coordenar, então mandem seus textos diretamente para ela: jandamontenegro@gmail.com

Participem!!

, 4, janeiro, 2011

Boas Escolhas em 2011!

Pra quem ainda não sabe, estou de férias até 2 de janeiro, e com uma saudade louca de escrever por aqui! Como não sei se vou ter tempo de fazer um post de Ano Novo – como sempre faço – resolvi deixar de presente pra vocês um trecho inspirador de “Mar sem fim”, livro do Amyr Klink. Essas sábias palavras têm muito a ver com a minha forma de ver a vida.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Meu desejo sincero para o ano que se aproxima é que, entre as nossas boas escolhas, esteja “viajar” em seu mais amplo sentido.

Feliz Ano Novo!

, 14, outubro, 2010

Terapia de grupo

Ontem fiz uma confusão danada e acabei indo ao consultório da minha terapeuta, sem ter hora marcada. Não era o meu dia, eu troquei tudo, ou seja, mais uma “isabellice” daquelas, história pra contar pros filhos e netos. Acabei tendo que enrolar um pouquinho por lá e, como qualquer mortal que tem internet no telefone, comecei a pesquisar, ler e aí já sabe: me bateu aquela vontade louca de escrever. Terminei o texto, olhei pra ele, ele pra mim e resolvi transformá-lo numa terapia de grupo. Por que não dividir meus devaneios com vocês, ora pois?! Cá estão eles:

XXX

Se as pessoas tivessem consciência de que tudo é passageiro na vida, seriam mais felizes. A começar pela própria vida. Ela passa. Já diz o sábio ditado que a única certeza que temos é de que um dia partiremos dessa para o fim. Ou para o começo de um novo ciclo, mas isso depende da crença de cada um e não vem ao caso entrar nesse assunto agora.

Voltando aos pensamentos em voz alta dos meus botões serelepes, vamos a um simples exemplo: o trabalho, que pode ser um grande prazer ou, em alguns muitos casos, o ganha-pão de cada dia e só, somente só. Sinto avisar aos navegantes mais românticos que ele também é efêmero. É claro que o “efêmero” aqui pode durar um, dois, dez, vinte anos. Ou até mesmo uma vida inteira. Mas o que é fascinante nisso é que ele muda e assume novos papéis dentro da gente. Muda a nossa forma de olhar pra ele, de interpretá-lo, de pesá-lo. A cada labuta nossa, acumulamos mais experiência, menos expectativa, tombos do cavalo, lindos laços de amizade (sim, sou daquelas pessoas que acreditam na formação de uma bela amizade no trabalho), decepções complicadas de digerir, enfim, um conjunto de coisas que trazem amadurecimento e mostram, aos poucos, pra onde queremos ou não ir e com que tipo de gente queremos ou não nos relacionar nesse meio.

Saber que um dia nós não mais ocuparemos o lugar em que estamos hoje e esse lugar, por sua vez, não ocupará mais a vaga que ele tem dentro de nós, é primordial. Sempre acreditei que nascemos com vários interesses, dons e talentos. E que vamos nos dando oportunidades de descobri-los ao longo da vida. Portanto, não estranhem se um dia eu resolver ser professora de yoga no Nepal, apesar de amar muito o que faço hoje. Somos seres mutantes e é aí que mora a graça da vida. Não falo aqui de uma mudança necessariamente física, falo da mais importante: daquela que nasce e ocorre dentro da gente. Seja na vida pessoal, no trabalho, com os filhos ou amigos. E a mudança boa, com selo de qualidade vem acompanhada de flexibilidade, algo que noto – muito assustada – estar cada vez mais escasso, principalmente nos mais jovens. Gente que deveria estar mais entregue ao risco, às asas de suas imaginações, à criatividade.

O que me emociona, de fato, é a mudança provocada pelas nossas escolhas, a mudança que vem de decisões, que só vamos ter realmente certeza de que foi o momento certo de tomá-las, pagando pra ver. O que deixa meus olhos brilhando é a mudança que nos faz trazer pra perto quem nos faz bem e levar pra longe quem nos faz mal. A mudança que nos faz enxergar sem ter que recorrer a lentes de contato, que faz a gente ter, do nada, vontade de abraçar o mundo, mesmo sabendo que isso é impossível e prejudicial à saúde. Refiro-me à mudança que prova o tamanho da generosidade que temos conosco e com o outro, que tem o poder da aceitação de certos acontecimentos que nos pegam desprevenidos. Quero sempre dar boas-vindas à essa mudança saudável, inocente, sincera, que muitas vezes reflete em esferas inimagináveis do nosso ser.

XXX

E não é que confundir o horário da terapia me rendeu uma boa sessão aqui, com vocês?! Que venham mais trapalhadas!
Essa é a trilha que sugiro para hoje, essa e todas as do PomplamooseMusic: clique aqui!

, 5, outubro, 2010

Você tem 20 minutinhos?

Clique aqui!

, 5, setembro, 2010

B1 – Tenório em Pequim

Passei aqui rapidamente para dar uma dica: não deixem de assistir “B1 – Tenório em Pequim”, sobre a trajetória do judoca cego Antônio Tenório, 4 vezes ouro em Paraolimpíadas. Tive o prazer de conhecer o atleta e presenciar sua vitória em Pequim – 2008. O filme é lindo e emocionante. Até pra quem não tem nenhuma intimidade com o judô. A direção é de Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura. Montado pelo maridão Paulo de Barros e com produção executiva do meu primo quase irmão, Gustavo Gama Rodrigues. Vale a pena.

Vejam o trailer em: www.b1ofilme.com.br

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