Isabella Saes

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, 26, abril, 2012

Por aí…

“Como assim?” “Pra onde?” “Hein?” “Mas o que vocês vão fazer lá?” Essas foram algumas das perguntas que eu e meu marido tivemos que responder quando decidimos passar 26 dias de férias no Cambodja, no Vietnam e na Tailândia, destinos que assustam, principalmente, os amantes das viagens mais tradicionais. Não que a gente não curta as Américas, a Europa e outros destinos considerados mais “normais”. O fato é que sempre fomos muito simpáticos à ideia de conhecer o outro lado do mundo: seus cheiros, paladares, suas cores, imagens e diferenças culturais, ou seja, os estímulos que vêm de todos os lados nos encantam. Portanto, de tempos em tempos, damos um pulinho nesta parte do mapa e por lá ficamos. Eu observando e colecionando percepções e o Paulo vendo tudo através de sua Canon 7D.

A viagem de ida e volta é quase um fator de desistência (desta vez foram 32h na ida e 42h na volta), mas, para nós, a vontade de nos aventurar por esse vasto mundo acaba sempre sendo maior. Uma dica pra quem tem tempo de viajar com calma: faça esse trajeto em duas partes. Pare uns dias no país de escala, estique as pernas, tome um café e volte para o aeroporto recarregado. Faz uma grande diferença e o corpo agradece!
Cá estamos de volta, sãos e salvos, com os horizontes ampliados, felizes por conhecer um povo tão cordial e sorridente – na maioria das vezes – e loucos pela próxima aventura! Não sem antes dividir com você as nossas impressões.

Tailândia:
“Sawasdee Ka” (para mulheres) ou “Sawasdee Khrab” (para homens) é a saudação que mais se ouve nas cidades tailandesas. Ela significa o nosso “Oi” e vem sempre acompanhada de um largo sorriso. Assim é o povo tailandês: cordial, simpático e prestativo. Um dos principais destinos turísticos do sudeste asiático, a Tailândia reserva aos turistas atrações que vão dos mercados gigantescos, nas principais cidades, passando por inúmeros templos imponentes e praias paradisíacas ao sul, até a essência do país, identificada em todos os cantos de Chiang Mai. Num mesmo local, nos deparamos com o antigo e o moderno, conseguimos nos reconhecer em cidades como Bangkok – uma São Paulo, com características orientais e trânsito ainda pior – somos seduzidos por uma culinária rica, colorida e muito apimentada e temos entretenimento – de todos os tipos – à disposição! Enfim, podemos dizer que a Tailândia é um exótico e democrático parque de diversões, aberto 24h, para toda e qualquer espécie de visitante. Seja bem-vindo!

Os 10 mais:
1 – Tiger Temple, em Kanchanaburi, aproximadamente 4h de Bangkok.
2 – Chiang Mai, cidade situada ao norte do país. Ponto alto: visita à tribo “Paduang”.
3 – Phuket, ilha situada ao sul do país. Ponto alto: Freedom Beach.
4 – Sky Bar, Bangkok.
5 – Grand Palace, Bangkok.
6 – Restaurante “Eat Me”, Bangkok.
7 – Andar de tuk-tuk.
8 – Mercado Flutuante, Bangkok.
9 – Passeio pelo Rio Chao Phraya, Bangkok.
10 – Mercado “Chatuchak”, Bangkok.

Cambodja:
Pra gente que vive em cidade grande, onde poucos têm tempo de olhar nos olhos, conversar, agradecer, é muito bom chegar ao Cambodja e ser saudado com aquele gesto oriental, muito conhecido, onde as duas mãos se juntam, em forma de oração, e o corpo tomba ligeiramente para frente. Fez a imagem na cabeça? Pois bem, esse país que passou por uma sangrenta guerra civil, onde muitos perderam tudo o que tinham, inclusive suas famílias, tem um dos povos mais carinhosos com os quais já tivemos oportunidade de conviver. Mais de dois terços do território cambojano são cobertos por florestas tropicais, o que aumenta ainda mais a sensação de visita à uma grande fazenda, onde parecemos ser recebidos por amigos de longa data. Siem Reap, a cidade mais procurada pelos turistas, onde está o complexo de Angkor Wat, com seus gigantescos templos e construções, é parada obrigatória para quem chega a esse país, que só nos traz boas lembranças. O Cambodja merece ser visitado não só pelas atrações principais, pelo povo cordial e incansável, mas principalmente pela sua história comovente de superação. Ou seja, o Cambodja vale pelo “conjunto da obra”.

Os 10 mais:
1 – Complexo de Angkor Wat.
2 – Templo das Raízes (Ta Prohm), Angkor Wat.
3 – Templo das Mulheres (Banteay Srei), Angkor Wat.
4 – Siem Reap, cidade base para visita ao complexo de Angkor Wat.
5 – Visita aos pequenos vilarejos no caminho entre Siem Reap e o Templo das Mulheres (Banteay Srei).
6 – Pub Street, Siem Reap.
7 – Retaurante Nest, Siem Reap.
8 – Trabalhos voluntários, Siem Reap.
9 – Pôr-do-sol no “Phnom Bakheng”, Angkor Wat.
10 – Sihanoukville, praia tranquila, distante aproximadamente 4h da capital, Phnom Pehn.

Vietnam:
Relativizar. Essa é a palavra de ordem pra quem visita o Vietnam. Dos três países, esse foi o único em que não encontramos nada em comum com a nossa cultura. Pelo contrario, é tudo muito diferente. A começar pela travessia de ruas em metrópoles, como Hanói e Ho Chi Minh City (Saigon). Quase não há sinais de trânsito e o pedestre deve atravessar grandes avenidas na cara e na coragem, entre carros e milhares de motocas, que produzem o zumbido característico da maioria das cidades. Uma EXPERIÊNCIA, com letra maiúscula mesmo! O Vietnam é o país onde os nossos sentidos ficam mais apurados: há que se ter olfato para sentir todos os cheiros – bons e ruins – nos grandes mercados, que misturam comida, roupa e toda espécie de bugigangas. Olhos vivos para captar todas as cores, paisagens, texturas e ver de perto as marcas da guerra. Paladar para provar tanta comida exótica. Tato para sentir as diferentes formas de objetos, alimentos, roupas. E há que se ter também ouvidos espertos para absorver todo o ruído produzido pelos barulhentos vietnamitas. De grandes cidades como a capital Hanói à pequenas preciosidades como Hoi An e Halong Bay, o Vietnam nos mostra o que o sudeste asiático tem de mais legítimo.

Os 10 mais:
1 – Hanói, bairro antigo.
2 – Halong Bay, complexo de montanhas no norte do país, distante aproximadamente 4h de Hanói.
3 – Hoin An, cidade situada a 30km de Danang, região central do país. Patrimônio Mundial da Humanidade.
4 – My Son, complexo de templos hindus construído entre os séculos IV e XIV. Distante aproximadamente 1h da cidade de Hue. Patrimônio Mundial da Humanidade.
5 – Ho Chi Minh City (Saigon).
6 – Atravessar as ruas nas cidades vietnamitas, especialmente em Hanói e Ho Chi Minh City (Saigon).
7 – Cu Chi Tunnels, distante aproximadamente 1h30 de Ho Chi Minh City (Saigon).
8 – Mercado Cho Ben Thanh, Ho Chi Minh City (Saigon).
9 – Restaurante Green Tangerine, bairro antigo de Hanói.
10 – Vilarejos no caminho entre Hanói e Halong Bay.

, 11, abril, 2012

Boneca Russa

Era uma tarde de outono no campus da faculdade, o sol se punha sutilmente e, de longe, ele pôde ver o mel que escorria pelo canto da boca do que mais parecia ser uma princesa em tempos medievais. Estava sentado num dos pilotis, onde terminava um trabalho para a oficina de redação, e largou tudo para observar aquela cena. Cabelos loiros esvoaçantes, pele de porcelana e uma língua inquieta que insistia em deslizar sobre o lábio inferior, na tentativa de não deixar sobrar nada que fosse derivado daquele simples lanche entre uma aula e outra. Havia descoberto a jornalista mais linda de toda a universidade, aquela que só cobriria seu coração de boas notícias. A aproximação foi inevitável, o beijo imediato idem. Conseguia sentir em sua boca o gosto dos farelos de pão e o doce do mel, que lhe parecia ser da floração de laranjeira. Dali pra frente, dormiram juntos todas as noites, amaram-se intensamente e tiveram a certeza de que seria para sempre. Veio o casamento e, quando perceberam, cinco anos já haviam se passado. A sensação era de que, a cada dia, aquela história de amor se renovava, como resultado de uma simples decisão de ser feliz a dois. Mas, logo perceberam o ir e vir da felicidade. Tinham plena consciência de que tal união fora feita com a intenção de durar na saúde e na doença. O que não desconfiavam é que a doença se pronunciaria tão cedo.

xxx

Tudo o que ele queria era acordar naquela manhã, sentar em sua mesa de trabalho e escrever uma linda história de amor. Os remédios que o psiquiatra receitara haviam caído como uma luva. Sentia-se melhor, mais vivo e bem disposto para exercer o ofício de escritor reconhecido. Sua mulher saíra cedo naquele dia, junto com o canto dos pássaros, sem ao menos dar aquele beijo na testa enquanto ele dormia, como de costume. Seus dedos teclavam numa velocidade intensa, idéias brotavam de sua mente com o furor de uma tempestade de granizo. Foi quando notou ao lado do computador, à esquerda, uma caixa com seu nome. Objeto pardo, sem charme algum. Fitou-o por mais de dez minutos, desconfiado de que ali estava guardada uma grave revelação, uma má notícia, uma bomba qualquer. Só conseguia pensar no pior, resquício da depressão que custava a abandoná-lo. Pegou a caixa, sentou-se no sofá e resolveu abri-la. Dentro, um papel que lhe parecia vegetal e uma boneca russa. Foi direto ao papel.

“Meu amor, partir nunca é fácil. Depois de muito refletir, achei o momento e a forma certa de fazê-lo, suponho. Obrigada por ter sido meu companheiro enquanto durou. Não dá mais. Um beijo”.

Permaneceu imóvel por muitas horas. Movimento em seu corpo só o das lágrimas escorrendo em sua face e o da lembrança do primeiro beijo, carregado de mel e farelo de pão. Ele não passava por um bom momento, mas estava tentando a cura, ela sabia disso. E parecia tão empenhada em ajudar.

Bateu a porta e saiu em disparada, sem rumo.

xxx

A empregada chegou atrasada e os dois acabaram se cruzando na porta. Ele passou como uma flecha e ela nem tempo teve de dizer “bom dia”. Entrou no apartamento e foi logo tropeçando na tal caixa, que se abriu sozinha no chão. Lá estavam o papel vegetal todo amassado e a boneca russa. Ao contrário do patrão, o que primeiro lhe atraiu foi a boneca. Nuca havia visto nada tão delicado em sua vida e resolveu, então, senti-la com as mãos. Ao primeiro toque, a boneca se abriu. E se abriu mais uma vez, mais uma vez, mais uma, mais uma, mais uma… Até que as mãos surradas da empregada chegaram à menorzinha. Colada nela, um minúsculo papel.

xxx

Um mês antes.

Preocupada com a depressão profunda do marido, ela vai ao psiquiatra pedir ajuda.
Doutor, não sei mais o que fazer para que ele fique bem, recupere a alegria de viver e tenha o humor mais estável.
Ele está tomando os medicamentos que receitei?
Sim, está. Pelo menos eu acho. Ando muito preocupada, ele tem falado em morrer.
Que tal uma surpresa?
Surpresa?
É. Leve seu marido para fora de casa, do ambiente de trabalho. Quem sabe uma viagem?!
Estou longe de tirar férias, mas você me deu uma ótima idéia.

Foi embora com a esperança renovada, sentindo que sua vida mudaria para sempre.

xxx

A empregada, então, resolve ler o conteúdo daquela minúscula carta, escondida dentro da boneca russa:

“Meu amor, você não acreditou em tamanha tolice, não é?! Soube há mais ou menos um mês que iria cobrir o Festival de Cinema de Cannes e resolvi lhe fazer uma surpresa. Esse pedaço de papel vale uma passagem Rio-Paris-Rio. Encontre comigo dentro de quinze dias, mais exatamente em 27 de maio de 2008, às 15h, em frente à pirâmide do Louvre. Já reservei o nosso hotel: Hotel des Alliés, 20 Rue Berthollet – 75005. Qualquer coisa, estarei no telefone celular 00 33 1 87 65 43 98. Vamos viver momentos inesquecíveis e continuar construindo a nossa história. Saiba que estarei sempre ao seu lado, mesmo em fases difíceis como essa. Você vai superar tudo isso e voltará mais inspirado do que nunca. Ah! Sua passagem está dentro da última gaveta do armário do banheiro. Precisava pensar num lugar improvável e foi lá mesmo que escondi! Com muito amor da sua mulher e companheira. Ligo assim que chegar. Te amo muito”.

A empregada dobrou o papel, colocou-o dentro da boneca russa e voltou a trabalhar. Agora sim podia entender o furor de seu patrão ao bater a porta. Seis da tarde, hora de ir pra casa. Fez uma última vistoria dentro do apartamento para se certificar de que não havia nada fora do lugar. A boneca russa. Viu-a no chão e colocou-a em cima da mesa, como um enfeite de centro. Linda, delicada, colorida, pronta para revelar suas várias facetas em uma só. Bateu a porta e se foi.

xxx

O telefone tocou por volta de uma da manhã. Um toque ansioso, de quem havia partido e queria saber sobre as conseqüências de uma tal surpresa. Ninguém atendeu. E jamais atenderia.

, 16, fevereiro, 2011

Bom senso em ponto morto

Se eu fosse usar nesse texto a mesma extensão dos engarrafamentos do Rio de Janeiro, você não sairia mais de casa hoje. Mas, fique tranquilo, caro leitor, não vou lhe submeter a tal tortura.

Desde que me entendo por gente, vivo engarrafada. Explico: eram intermináveis viagens para a região serrana, no carro da família; as idas e vindas do colégio e da faculdade, nos ônibus da cidade; e agora são as longas trajetórias para o trabalho, principalmente depois que escolhi ser autônoma, trabalhar por conta própria, ser PJ, como dizem por aí. A vida se transformou num entra e sai (que adoro!), e há dias em que trabalho em três bairros diferentes. Sempre ao meu lado, o fiel escudeiro de quarto rodas. Aquele que me leva por aí, acertando e errando caminhos, na alegria e na tristeza, num esquema “por onde for, quero ser seu par”.  Passamos muito tempo juntos. E quando digo muito é muito mesmo. Porque estamos, na maioria das vezes, parados.

O trânsito do Rio é de enlouquecer até o Dalai Lama. Bota o “ômi” pra fazer Barra – Centro na hora do rush e vamos ver se ele continua em posição de lótus. Uma vez, parada em meio a um mar de carros, o amigo taxista abriu a janela, virou-se pra mim e disse: “Onde a gente pensa que vai chegar dessa maneira?”. A pergunta poderia nada significar para alguém mais desencanado. Mas, pra mim, foi um prato cheio. Comecei a pensar nos filhos  – que não tenho – e netos – menos ainda: será que é nesse mundo que quero colocá-los? Quem somos nós, pra onde vamos, pra que perdemos tanto tempo nesses engarrafamentos sem fim? E aí, logo veio a voz, que  sempre me puxa de volta à Terra: “Porque você precisa trabalhar, ora bolas. Siga em frente, Isabella, e sem choramingar. Cadê aquela mulher forte, que faz jornadas múltiplas de trabalho, cuida da casa e planeja o futuro dos filhos que nem tem?”

Opa! Tá aqui! Pra ser franca, o que mais me incomoda nesse monte de seres humanos parados, sem saber bem para onde vão, neste vasto universo que é a existência, é a falta de bom senso. O cara que fecha o cruzamento, por exemplo: não é possível que essa pessoa, em sã consciência, não saiba que vai dar um nó na rua e vai prejudicar todos, inclusive ela mesma. O cidadão que não dá passagem: ele pensa que está numa corrida de Fórmula 1? O sujeito que corta todo mundo e dirige em zigue-zague: ele não sabe que, no fim do trajeto, vai estar enjoado e vai ter matado uns três do coração?  Sem falar nos “sozinhosnomundo.com.br”, que ligam o pisca-alerta e param em plena pista do Aterro do Flamengo pra fazer um xixizinho amigo, fazem fila dupla e buzinam simplesmente pelo fato de… buzinar.

Aqui vai a dica de uma pessoa que, como você, fica horas parada no trânsito do Rio, diariamente. Experimente ouvir suas músicas prediletas, e associar esse som às imagens que você está vendo. Pelo menos moramos no Rio e o caminho nos reserva, na maioria das vezes, lindas vistas. Imagina a cena: você parado na esquina da Presidente Vargas com a Rio Branco, a suntuosa Candelária à frente e aquele formigueiro de gente atravessando a rua. Isso pede uma trilha sonora. A minha é “Crosstown Traffic”, do Jimi Hendrix. E a sua?

Ei, você! Tá viajando aí, né? Acorda, amigo! Aqui é assim: um olho na paisagem e o outro ligado em tudo. Afinal de contas, estamos no Rio de Janeiro e em terra de sapo, mosquito não dá rasante. Enfim, acho que se começarmos por aí e lembrarmos que bom senso, gentileza e respeito precisam estar mais na ordem do dia, quem sabe o ponto morto não vai, aos poucos, voltando à vida?!

, 6, janeiro, 2011

Humor Vermelhinho

Aqui vai o recado da editora Bárbara Cassará, da “Usina de Letras”.

A inspiradíssima Janda Montenegro teve uma ideia ótima e nós topamos fazer:

Que tal um Humor Vermelhinho?

Humor Vermelho destinado a crianças?
Histórias adequadas com o objetivo de arrancar gargalhadas dos pequenos!

Queremos histórias simples e engraçadas que façam com que os pimpolhos e seus pais dêem muitas risadas.

O livro vai ser menor em formato, as histórias terão até 1500 caracteres e obviamente estão vetados os palavrões, palavras de baixo calão ou de conotação sexual.
Vamos selecionar 20 histórias.

Prazo de entrega para seleção: 20 de fevereiro de 2011.
Vamos ver se a gente consegue lançar isso dia 1° de abril, dia da mentira!

Vamos usar fotos divertidas de quando os autores eram crianças.
As mini-bios devem ter até 300 caracteres com espaço falando da inspiração da história e outras bobeirinhas atraentes às crianças (sabor de sorvete favorito, herói infantil, etc).

Dona Janda vai coordenar, então mandem seus textos diretamente para ela: jandamontenegro@gmail.com

Participem!!

, 4, janeiro, 2011

Boas Escolhas em 2011!

Pra quem ainda não sabe, estou de férias até 2 de janeiro, e com uma saudade louca de escrever por aqui! Como não sei se vou ter tempo de fazer um post de Ano Novo – como sempre faço – resolvi deixar de presente pra vocês um trecho inspirador de “Mar sem fim”, livro do Amyr Klink. Essas sábias palavras têm muito a ver com a minha forma de ver a vida.

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Meu desejo sincero para o ano que se aproxima é que, entre as nossas boas escolhas, esteja “viajar” em seu mais amplo sentido.

Feliz Ano Novo!

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