“Como assim?” “Pra onde?” “Hein?” “Mas o que vocês vão fazer lá?” Essas foram algumas das perguntas que eu e meu marido tivemos que responder quando decidimos passar 26 dias de férias no Cambodja, no Vietnam e na Tailândia, destinos que assustam, principalmente, os amantes das viagens mais tradicionais. Não que a gente não curta as Américas, a Europa e outros destinos considerados mais “normais”. O fato é que sempre fomos muito simpáticos à ideia de conhecer o outro lado do mundo: seus cheiros, paladares, suas cores, imagens e diferenças culturais, ou seja, os estímulos que vêm de todos os lados nos encantam. Portanto, de tempos em tempos, damos um pulinho nesta parte do mapa e por lá ficamos. Eu observando e colecionando percepções e o Paulo vendo tudo através de sua Canon 7D.
A viagem de ida e volta é quase um fator de desistência (desta vez foram 32h na ida e 42h na volta), mas, para nós, a vontade de nos aventurar por esse vasto mundo acaba sempre sendo maior. Uma dica pra quem tem tempo de viajar com calma: faça esse trajeto em duas partes. Pare uns dias no país de escala, estique as pernas, tome um café e volte para o aeroporto recarregado. Faz uma grande diferença e o corpo agradece!
Cá estamos de volta, sãos e salvos, com os horizontes ampliados, felizes por conhecer um povo tão cordial e sorridente – na maioria das vezes – e loucos pela próxima aventura! Não sem antes dividir com você as nossas impressões.
Tailândia:
“Sawasdee Ka” (para mulheres) ou “Sawasdee Khrab” (para homens) é a saudação que mais se ouve nas cidades tailandesas. Ela significa o nosso “Oi” e vem sempre acompanhada de um largo sorriso. Assim é o povo tailandês: cordial, simpático e prestativo. Um dos principais destinos turísticos do sudeste asiático, a Tailândia reserva aos turistas atrações que vão dos mercados gigantescos, nas principais cidades, passando por inúmeros templos imponentes e praias paradisíacas ao sul, até a essência do país, identificada em todos os cantos de Chiang Mai. Num mesmo local, nos deparamos com o antigo e o moderno, conseguimos nos reconhecer em cidades como Bangkok – uma São Paulo, com características orientais e trânsito ainda pior – somos seduzidos por uma culinária rica, colorida e muito apimentada e temos entretenimento – de todos os tipos – à disposição! Enfim, podemos dizer que a Tailândia é um exótico e democrático parque de diversões, aberto 24h, para toda e qualquer espécie de visitante. Seja bem-vindo!
Os 10 mais:
1 – Tiger Temple, em Kanchanaburi, aproximadamente 4h de Bangkok.
2 – Chiang Mai, cidade situada ao norte do país. Ponto alto: visita à tribo “Paduang”.
3 – Phuket, ilha situada ao sul do país. Ponto alto: Freedom Beach.
4 – Sky Bar, Bangkok.
5 – Grand Palace, Bangkok.
6 – Restaurante “Eat Me”, Bangkok.
7 – Andar de tuk-tuk.
8 – Mercado Flutuante, Bangkok.
9 – Passeio pelo Rio Chao Phraya, Bangkok.
10 – Mercado “Chatuchak”, Bangkok.
Cambodja:
Pra gente que vive em cidade grande, onde poucos têm tempo de olhar nos olhos, conversar, agradecer, é muito bom chegar ao Cambodja e ser saudado com aquele gesto oriental, muito conhecido, onde as duas mãos se juntam, em forma de oração, e o corpo tomba ligeiramente para frente. Fez a imagem na cabeça? Pois bem, esse país que passou por uma sangrenta guerra civil, onde muitos perderam tudo o que tinham, inclusive suas famílias, tem um dos povos mais carinhosos com os quais já tivemos oportunidade de conviver. Mais de dois terços do território cambojano são cobertos por florestas tropicais, o que aumenta ainda mais a sensação de visita à uma grande fazenda, onde parecemos ser recebidos por amigos de longa data. Siem Reap, a cidade mais procurada pelos turistas, onde está o complexo de Angkor Wat, com seus gigantescos templos e construções, é parada obrigatória para quem chega a esse país, que só nos traz boas lembranças. O Cambodja merece ser visitado não só pelas atrações principais, pelo povo cordial e incansável, mas principalmente pela sua história comovente de superação. Ou seja, o Cambodja vale pelo “conjunto da obra”.
Os 10 mais:
1 – Complexo de Angkor Wat.
2 – Templo das Raízes (Ta Prohm), Angkor Wat.
3 – Templo das Mulheres (Banteay Srei), Angkor Wat.
4 – Siem Reap, cidade base para visita ao complexo de Angkor Wat.
5 – Visita aos pequenos vilarejos no caminho entre Siem Reap e o Templo das Mulheres (Banteay Srei).
6 – Pub Street, Siem Reap.
7 – Retaurante Nest, Siem Reap.
8 – Trabalhos voluntários, Siem Reap.
9 – Pôr-do-sol no “Phnom Bakheng”, Angkor Wat.
10 – Sihanoukville, praia tranquila, distante aproximadamente 4h da capital, Phnom Pehn.
Vietnam:
Relativizar. Essa é a palavra de ordem pra quem visita o Vietnam. Dos três países, esse foi o único em que não encontramos nada em comum com a nossa cultura. Pelo contrario, é tudo muito diferente. A começar pela travessia de ruas em metrópoles, como Hanói e Ho Chi Minh City (Saigon). Quase não há sinais de trânsito e o pedestre deve atravessar grandes avenidas na cara e na coragem, entre carros e milhares de motocas, que produzem o zumbido característico da maioria das cidades. Uma EXPERIÊNCIA, com letra maiúscula mesmo! O Vietnam é o país onde os nossos sentidos ficam mais apurados: há que se ter olfato para sentir todos os cheiros – bons e ruins – nos grandes mercados, que misturam comida, roupa e toda espécie de bugigangas. Olhos vivos para captar todas as cores, paisagens, texturas e ver de perto as marcas da guerra. Paladar para provar tanta comida exótica. Tato para sentir as diferentes formas de objetos, alimentos, roupas. E há que se ter também ouvidos espertos para absorver todo o ruído produzido pelos barulhentos vietnamitas. De grandes cidades como a capital Hanói à pequenas preciosidades como Hoi An e Halong Bay, o Vietnam nos mostra o que o sudeste asiático tem de mais legítimo.
Os 10 mais:
1 – Hanói, bairro antigo.
2 – Halong Bay, complexo de montanhas no norte do país, distante aproximadamente 4h de Hanói.
3 – Hoin An, cidade situada a 30km de Danang, região central do país. Patrimônio Mundial da Humanidade.
4 – My Son, complexo de templos hindus construído entre os séculos IV e XIV. Distante aproximadamente 1h da cidade de Hue. Patrimônio Mundial da Humanidade.
5 – Ho Chi Minh City (Saigon).
6 – Atravessar as ruas nas cidades vietnamitas, especialmente em Hanói e Ho Chi Minh City (Saigon).
7 – Cu Chi Tunnels, distante aproximadamente 1h30 de Ho Chi Minh City (Saigon).
8 – Mercado Cho Ben Thanh, Ho Chi Minh City (Saigon).
9 – Restaurante Green Tangerine, bairro antigo de Hanói.
10 – Vilarejos no caminho entre Hanói e Halong Bay.


